Annelies Marie Frank (1929–1945) foi uma
adolescente alemã de
origem judaica, vítima
do Holocausto. Ela se
tornou uma das figuras mais discutidas do século XX após
a publicação do Diário de Anne Frank (1947), que tem sido a base para
várias peças de teatro e filmes ao longo dos anos. Nascida na cidade de Frankfurt,
na Alemanha, viveu grande parte de sua vida em Amsterdã, capital
dos Países
Baixos, onde perdeu sua cidadania alemã. Sua fama póstuma deu-se
graças aos documentos em que relata suas experiências enquanto vivia escondida
num quarto oculto, ao longo da ocupação alemã nos Países Baixos, durante
a Segunda Guerra Mundial.
Em 1933, com a ascensão dos nazistas ao poder alemão, começaram a ocorrer
manifestações antissemitas,
o que fez com que a família de Frank, dentre muitas outras, temessem o que
aconteceria com eles desde então. No ano seguinte, mudaram-se para Amsterdã,
onde viveram uma vida normal por seis anos, sobrevivendo com as empresas do pai
de Anne. Em 1940, quando os nazistas invadiram os Países Baixos, a população judaica foi
perseguida e proibida de frequentar diversos locais. Dois anos depois, a
família decidiu se esconder em compartimentos secretos de um edifício
comercial; dividindo-o com mais quatro pessoas. Próximo do fim da guerra, o
grupo foi traído misteriosamente e transportado para campos de concentração. Anne e sua irmã, Margot Frank, foram
levadas até o de Bergen-Belsen,
onde morreram, provavelmente, de tifo epidêmico, num
dia desconhecido de fevereiro de 1945.
Com o fim da guerra, o único
sobrevivente foi o pai de Anne, Otto Frank, que
retornou a Amsterdã e descobriu que o diário da filha havia sido salvo
por Miep Gies, a mesma
que o ajudou escondendo a família em um edifício. Após muito esforço, seu pai
conseguiu publicar o diário e, desde então, é um dos livros mais traduzidos do
mundo. Foi lançado também um filme
biográfico da adolescente, sob o título The Diary of Anne Frank (1959). Aclamado pela crítica,
foi vencedor de três Oscars.
O museu, Casa de Anne Frank, foi inaugurado em 3 de maio de 1960, e em
2013 e 2014 atraiu mais de 1,2 milhão de visitantes. Anne também foi
imortalizada com uma estátua de cera no Museu Madame Tussauds, além de ter sido considerada pela
revista Time um
ícone do último século.

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